SOCIOLOGIA
ATIVIDADE 3 - VALOR 15 PONTOS
ATIVIDADE 2
ESCOLA
ESTADUAL VANDA DA SILVA PINTO
Atividade
de Sociologia- 1º e 2º Anos – valor 15p
O TRABALHO EM DIFERENTES SOCIEDADES
Pensar e analisar historicamente a questão do trabalho, a
partir das diversas formas e significados que este irá assumir em diferentes
sociedades é fundamental para compreendermos o trabalho no mundo atual.
Deixando claro que muitas formas anteriores de trabalho ainda sobrevivem e
estão incorporadas à nossa sociedade.
TRABALHO E PRODUÇÃO NAS SOCIEDADES
PRIMITIVAS
Desde muito cedo, o índio
aprende a ser auto-suficiente, pois ao longo de sua vida ele aprende a produzir
tudo o que precisará para sobreviver.
Nas sociedades tribais, o trabalho não é separado de
outras atividades do cotidiano e não é valorizado como na sociedade capitalista.
É uma ideia preconceituosa difundida pelos portugueses na época da colonização,
a de que índio é preguiçoso e não trabalha. Sociedades como estas que estamos
considerando não tem as nossas mesmas razões para trabalhar, pois nelas não
encontramos algo parecido com o que faz o operário na fábrica, comandados pelos
administradores, pela linha de montagem, pelo relógio de ponto, pelo salário no
final do mês. “Trabalham”, para viver, para prover suas festas e presentear.
Nunca mais que o estritamente necessário: a labuta não é um
valor em si, não é algo que tem preço, que se oferece num mercado; não se opõe
ao lazer, dele não se separando cronologicamente (“Hora de trabalhar”); não
acontece em lugar especial, nem se desvincula das demais atividades sociais (parentesco,
magia, religião, política, educação).
Atividade:Após a leitura do texto faça um comentário
sobre o trabalho nas duas sociedades citadas pelo autor.
TRABALHO E SOCIEDADE – Atividade 1-
KARL MARX: TRABALHO, ALIENAÇÃO E MAIS-VALIA Sociologia
Um dos
principais teóricos a respeito do trabalho foi o filósofo alemão Karl Marx
(1818-1883). De acordo com a sua interpretação, o trabalho é uma atividade
tipicamente humana, porque implica a existência de um projeto mental que modela
a conduta a ser desenvolvida para se alcançar um objetivo. Ainda segundo Marx,
ao longo da história a dominação de uma classe social sobre outra desviou o
trabalho de sua função positiva, pois em vez de servir ao bem comum, de
promover a realização do indivíduo, passou a ser utilizado para o
enriquecimento de alguns. De ato de criação virou rotina de reprodução. De
recompensa pela liberdade transformou-se em castigo. Enfim, em vez de
constituir um elemento de realização do ser humano, converteu-se em algo que
para muitos é uma tortura, ou, conforme afirmava Marx, o trabalho se tornou um
instrumento de alienação do ser humano na sociedade capitalista.
As
relações entre os homens se caracterizam por relações de oposição, exploração
e conflito entre as classes sociais. Marx identificou relações de
exploração da classe dos proprietários – a burguesia– sobre
a dos trabalhadores – o
proletariado. Isso porque a posse dos meios de produção
(capital,
máquinas, empresas, terras, instrumentos de trabalho, matéria-prima)
pela
burguesia, sob a forma legal de propriedade privada, faz com que os
trabalhadores,a fim de assegurar
sobrevivência,
tenham de vender sua força de trabalho ao empresário capitalista, o
qual se apropria do trabalho de seus operários.
TRABALHO ALIENADO
A
palavra alienação vem do latim alienare, que significa “que pertence a
outro”, “tornar algo alheio (estranho) a alguém”. Na linguagem jurídica
alienar, significa transferir a propriedade de um bem a outra pessoa. Nesse
sentido, costuma-se dizer que “os bens do devedor foram alienados”. Para
Marx, o sistema capitalista produziu o trabalho alienado, que “humaniza”
(confere vida) a mercadoria, que passa a não pertencer mais a quem produziu,
ou seja, o produto do trabalho humano passa ser algo estranho para o
trabalhador, que jamais poderá usufruir (ter, possuir) da riqueza gerada
pelas suas próprias mãos.
Observa-se nas sociedades de hoje, que a produção de bens econômicos
transformou-se em um objetivo imposto às pessoas, isto é, não são as pessoas
os objetivos da produção, mas a produção em si. Esse processo acentuou-se no
século XIX, quando o trabalho na maioria das indústrias se tornou cada vez
mais rotineiro, automatizado e especializado, subdividido em múltiplas
operações. Os empresários visavam, com isso, economizar tempo e aumentar a
produtividade. Como exemplificou o economista escocês Adam Smith (1723-1790),
na fabricação de alfinetes, um operário puxava o arame, outro o cortava, um
terceiro o afiava, um quarto colocava a cabeça na extremidade da cabeça, um,
outro, dava o polimento final.
Essas observações nos ajudam a entender o conceito de alienação definido por
Marx, para quem a industrialização e o
assalariamento alienam porque separam o trabalhador dos meios de produção e
do produto de seu trabalho, que passa a ser apropriado pelo capitalista.
Com o capitalismo, o operário é
expropriado (perde a posse) dos meios de
produção e do produto de seu trabalho.
Segundo Marx, a alienação do
trabalho se caracteriza pela separação do trabalhador dos meios de produção
(ferramentas, matéria-prima, máquinas) e do domínio do processo produtivo
através da divisão do trabalho, resultando na expropriação (perda da posse)
do seu saber e na apropriação (tomar posse) do seu trabalho pelo capitalista.
A forma de
organização do trabalho – que conduz ao trabalho alienado – ainda pode ser
observada em muitas indústrias, onde a função do operário se restringe ao
cumprimento de ordens relativas à qualidade e a quantidade da produção. Tudo
transcorre sem que o trabalhador possa decidir sobre o resultado final do seu
trabalho e sem que tenha controle algum sobre a finalidade do que produz.
Sempre repetindo as mesmas operações mecânicas, ele produz bens estranhos a
sua pessoa, aos seus desejos e necessidades.
Ao executar a
rotina do trabalho alienado, o trabalhador submete-se a um sistema que, em
grande parte, não lhe permite desfrutar financeiramente dos benefícios de sua
própria atividade. Na sociedade capitalista, a prioridade passa a ser a de
produzir para satisfazer as necessidades do mercado e não do trabalhador.
Fabricam-se, por exemplo, coisas maravilhosas para os que podem comprar,
enquanto o trabalhador vive em condições precárias de sobrevivência.
Erguem-se mansões para os ricos, enquanto o operário que ajudou a construí-la
não tem muitas vezes um teto próprio para morar com sua família.
O trabalho alienado é marcado pelo desprazer,
pelo embrutecimento e pela exploração do trabalhador, que não se
realiza em seu trabalho. Tal situação gera uma sensação de sofrimento em vez
de bem-estar, um sentimento de bloqueio que provoca cansaço físico e depressão.
O trabalho alienado é sacrifício, mortificação. É um trabalho que não
pertence ao trabalhador, mas sim a outro que comanda produção. É às custas da
exploração de seu funcionário, que o patrão capitalista terá o conforto, o
bem-estar e a riqueza que o trabalhador de sua empresa dificilmente poderá
usufruir.
(Adaptado de MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos.)
A alienação se manifesta na vida
real do homem, quando o produto do seu trabalho deixa de lhe pertencer. Entretanto, não
é apenas o produto que deixa de pertencer a ele, mas parte de sua própria
vida, porque não é o trabalhador quem
irá determinar o seu salário, seu ritmo de trabalho e o que produzir, o
empregado está sempre à disposição do patrão. Caso não queira submeter-se às
ordens do chefe na empresa capitalista, Marx denomina de “exército industrial
de reserva”, a grande massa de operários que disputam a vaga daquele
operário. Todos querem vender sua força de trabalho ao capitalista para
garantir a sua sobrevivência.
Um conceito chave da teoria
marxista é o conceito de mais-valia. Quando o capitalista compra a
força de
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos
de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2010.
COSTA, Cristina. Sociologia: introdução
à ciência da sociedade. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2005.
COLLETTI, Lucio. O capital em quadrinhos.
Trad. Maria Luiza Jens. São Paulo: Editoria e Livraria Escrita, 1980.
ATIVIDADE
1) Escreva como
você consegue observar o trabalho alienado na sociedade atual.
2) O Trabalhador só se sente feliz em seus
dias de folga, enquanto no trabalho permanece aborrecido”. Interprete essa frase de Marx.
3) Que profissão você
gostaria de ter? Esse trabalho daria a você uma perspectiva de realização e
liberdade? Como? O que você precisaria para realizar esse projeto?
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1- Observa-se nas sociedades de hoje, que a produção de bens econômicos transformou-se em um objetivo imposto às pessoas, isto é, não são as pessoas os objetivos da produção, mas a produção em si. Esse processo acentuou-se no século XIX, quando o trabalho na maioria das indústrias se tornou cada vez mais rotineiro, automatizado e especializado, subdividido em múltiplas operações
ResponderExcluir2- e por que É um trabalho que não pertence ao trabalhador, mas sim a outro que comanda produção. É às custas da exploração de seu funcionário, que o patrão capitalista terá o conforto, o bem-estar e a riqueza que o trabalhador de sua empresa dificilmente poderá usufruir.
3- gostaria de ser advogado, por que ser advogado me daria uma liberdade muito grande e uma grande perspectiva de vida.
com o meu propio local de trabalho. so preciso estudar muito e fazer a facudade....
wemersson, yuri, gelber, ivis e cicero
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