sexta-feira, 1 de junho de 2012

102



 SOCIOLOGIA


ATIVIDADE 3 - VALOR 15 PONTOS


Com base na observação da imagem, explique o que é sociedade de consumo.





























ATIVIDADE 2






ESCOLA ESTADUAL VANDA DA SILVA PINTO
Atividade de Sociologia- 1º e 2º Anos – valor 15p





O TRABALHO EM DIFERENTES SOCIEDADES

Pensar e analisar historicamente a questão do trabalho, a partir das diversas formas e significados que este irá assumir em diferentes sociedades é fundamental para compreendermos o trabalho no mundo atual. Deixando claro que muitas formas anteriores de trabalho ainda sobrevivem e estão incorporadas à nossa sociedade.


TRABALHO E PRODUÇÃO NAS SOCIEDADES PRIMITIVAS



        Desde muito cedo, o índio aprende a ser auto-suficiente, pois ao longo de sua vida ele aprende a produzir tudo o que precisará para sobreviver.

Nas sociedades tribais, o trabalho não é separado de outras atividades do cotidiano e não é valorizado como na sociedade capitalista. É uma ideia preconceituosa difundida pelos portugueses na época da colonização, a de que índio é preguiçoso e não trabalha. Sociedades como estas que estamos considerando não tem as nossas mesmas razões para trabalhar, pois nelas não encontramos algo parecido com o que faz o operário na fábrica, comandados pelos administradores, pela linha de montagem, pelo relógio de ponto, pelo salário no final do mês. “Trabalham”, para viver, para prover suas festas e presentear. Nunca mais que o estritamente necessário: a labuta não é um valor em si, não é algo que tem preço, que se oferece num mercado; não se opõe ao lazer, dele não se separando cronologicamente (“Hora de trabalhar”); não acontece em lugar especial, nem se desvincula das demais atividades sociais (parentesco, magia, religião, política, educação). 


Atividade:Após a leitura do texto faça um comentário sobre o trabalho nas duas sociedades citadas pelo autor.











TRABALHO E SOCIEDADE – Atividade 1- 

KARL MARX: TRABALHO, ALIENAÇÃO E MAIS-VALIA Sociologia


 Um dos principais teóricos a respeito do trabalho foi o filósofo alemão Karl Marx (1818-1883). De acordo com a sua interpretação, o trabalho é uma atividade tipicamente humana, porque implica a existência de um projeto mental que modela a conduta a ser desenvolvida para se alcançar um objetivo. Ainda segundo Marx, ao longo da história a dominação de uma classe social sobre outra desviou o trabalho de sua função positiva, pois em vez de servir ao bem comum, de promover a realização do indivíduo, passou a ser utilizado para o enriquecimento de alguns. De ato de criação virou rotina de reprodução. De recompensa pela liberdade transformou-se em castigo. Enfim, em vez de constituir um elemento de realização do ser humano, converteu-se em algo que para muitos é uma tortura, ou, conforme afirmava Marx, o trabalho se tornou um instrumento de alienação do ser humano na sociedade capitalista.

As relações entre os homens se caracterizam por relações de oposição, exploração e conflito  entre as classes sociais. Marx identificou relações de exploração da classe dos proprietários – a burguesia– sobre
a dos trabalhadores – o proletariado. Isso porque a posse dos meios de produção
(capital, máquinas, empresas, terras, instrumentos de trabalho, matéria-prima)
pela burguesia, sob a forma legal de propriedade privada, faz com que os trabalhadores,a fim de assegurar
sobrevivência, tenham de vender sua força de trabalho ao empresário capitalista, o qual se apropria do trabalho de seus operários.

TRABALHO ALIENADO

     A palavra alienação vem do latim alienare, que significa “que pertence a outro”, “tornar algo alheio (estranho) a alguém”. Na linguagem jurídica alienar, significa transferir a propriedade de um bem a outra pessoa. Nesse sentido, costuma-se dizer que “os bens do devedor foram alienados”. Para Marx, o sistema capitalista produziu o trabalho alienado, que “humaniza” (confere vida) a mercadoria, que passa a não pertencer mais a quem produziu, ou seja, o produto do trabalho humano passa ser algo estranho para o trabalhador, que jamais poderá usufruir (ter, possuir) da riqueza gerada pelas suas próprias mãos.
     Observa-se nas sociedades de hoje, que a produção de bens econômicos transformou-se em um objetivo imposto às pessoas, isto é, não são as pessoas os objetivos da produção, mas a produção em si. Esse processo acentuou-se no século XIX, quando o trabalho na maioria das indústrias se tornou cada vez mais rotineiro, automatizado e especializado, subdividido em múltiplas operações. Os empresários visavam, com isso, economizar tempo e aumentar a produtividade. Como exemplificou o economista escocês Adam Smith (1723-1790), na fabricação de alfinetes, um operário puxava o arame, outro o cortava, um terceiro o afiava, um quarto colocava a cabeça na extremidade da cabeça, um, outro, dava o polimento final.
     Essas observações nos ajudam a entender o conceito de alienação definido por Marx, para quem a industrialização e o assalariamento alienam porque separam o trabalhador dos meios de produção e do produto de seu trabalho, que passa a ser apropriado pelo capitalista.

 
 Com o capitalismo, o operário é expropriado (perde a posse) dos meios de 
produção e do produto de seu trabalho.

    Segundo Marx, a alienação do trabalho se caracteriza pela separação do trabalhador dos meios de produção (ferramentas, matéria-prima, máquinas) e do domínio do processo produtivo através da divisão do trabalho, resultando na expropriação (perda da posse) do seu saber e na apropriação (tomar posse) do seu trabalho pelo capitalista.  
      A forma de organização do trabalho – que conduz ao trabalho alienado – ainda pode ser observada em muitas indústrias, onde a função do operário se restringe ao cumprimento de ordens relativas à qualidade e a quantidade da produção. Tudo transcorre sem que o trabalhador possa decidir sobre o resultado final do seu trabalho e sem que tenha controle algum sobre a finalidade do que produz. Sempre repetindo as mesmas operações mecânicas, ele produz bens estranhos a sua pessoa, aos seus desejos e necessidades.
      Ao executar a rotina do trabalho alienado, o trabalhador submete-se a um sistema que, em grande parte, não lhe permite desfrutar financeiramente dos benefícios de sua própria atividade. Na sociedade capitalista, a prioridade passa a ser a de produzir para satisfazer as necessidades do mercado e não do trabalhador. Fabricam-se, por exemplo, coisas maravilhosas para os que podem comprar, enquanto o trabalhador vive em condições precárias de sobrevivência. Erguem-se mansões para os ricos, enquanto o operário que ajudou a construí-la não tem muitas vezes um teto próprio para morar com sua família. 


O trabalho alienado é marcado pelo desprazer, pelo embrutecimento e pela exploração do trabalhador,  que não se realiza em seu trabalho. Tal situação gera uma sensação de sofrimento em vez de bem-estar,  um sentimento de bloqueio que provoca cansaço físico e depressão. O trabalho alienado é sacrifício, mortificação. É um trabalho que não pertence ao trabalhador, mas sim a outro que comanda produção. É às custas da exploração de seu funcionário, que o patrão capitalista terá o conforto, o bem-estar e a riqueza que o trabalhador de sua empresa dificilmente poderá usufruir. 
(Adaptado de MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos.)

    A alienação se manifesta na vida real do homem, quando o produto do seu trabalho deixa de lhe pertencer.   Entretanto, não é apenas o produto que deixa de pertencer a ele, mas parte de sua própria vida, porque não é o  trabalhador quem irá determinar o seu salário, seu ritmo de trabalho e o que produzir, o empregado está sempre à disposição do patrão. Caso não queira submeter-se às ordens do chefe na empresa capitalista, Marx denomina de “exército industrial de reserva”, a grande massa de operários que disputam a vaga daquele operário. Todos querem vender sua força de trabalho ao capitalista para garantir a sua sobrevivência.



     Um conceito chave da teoria marxista é o conceito de mais-valia. Quando o capitalista compra a força de  

   REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

  COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2010.
  COSTA, Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2005.
  COLLETTI, Lucio. O capital em quadrinhos. Trad. Maria Luiza Jens. São Paulo: Editoria e Livraria Escrita,  1980.

    ATIVIDADE

   1) Escreva como você consegue observar o trabalho alienado na sociedade atual. 

   2) O Trabalhador só se sente feliz em seus dias de folga, enquanto no trabalho permanece aborrecido”. Interprete     essa frase de Marx.

  3) Que profissão você gostaria de ter? Esse trabalho daria a você uma perspectiva de realização e liberdade? Como? O que você precisaria para realizar esse projeto?



Nenhum comentário:

Postar um comentário