sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Educação Epecial e inclusão


      A DIFERENÇA ENTRE EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA

   Educação especial e educação inclusiva,na legislação brasileira,estão cada vez mais próximas,embora do ponto de vista histórico e estrutural,as duas modalidades possam nos parecer significativamente antagônicas.
   De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996,artigo 58, a educação especial é definida como “modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com necessidades especiais”. A referida lei versa ainda sobre as adaptações curriculares, metodológicas, organizacionais e de especialização de professores para atender esse alunos.
    A Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério da Educação e Cultura (MEC) é o órgão oficial que se responsabiliza pelo planejamento de ações voltadas ao atendimento educacional do público com necessidades educacionais especiais.
    Por muitos anos a educação especial ocorreu em espaços separados, seja em escolas especiais, seja em classes voltadas para determinado tipo de deficiência.
    Antigamente a educação especial se configurava como modalidade de ensino,cuja separação das crianças era feita por tipo e grau de deficiência. Em seguida houve uma progressiva mudança de uma estrutura segregada para uma modalidade de ensino na qual se prima pelo direito de toda criança frequentar uma escola comum, independente de tipo e grau da deficiência.
    A expressão Educação Especial tem origem nas experiências do médico francês  Jean Itard com a educação do menino selvagem de Aveyron, no início do século XIX. As experiências de Itard foram referências para a criação de técnicas e de materiais usados até hoje em educação de crianças com necessidades especiais.
     Como podemos observar hoje, a tecnologia desenvolvida no âmbito da educação especial trouxe benefícios às demais crianças; contudo a ambientação segregada deixou sequelas sociais, fortalecendo mitos, preconceitos e esteriótipos.
     O paradigma da educação inclusiva não se modifica pela imposição da lei. São necessárias transformações na identidade e na representação dos professores em relação às crianças com deficiência, para que estas ao serem matriculadas em classes regulares, não continuem sendo excluídas das oportunidades de desenvolvimento relacional e pedagógico.
     É importante lembrar que o simples acesso das crianças com deficiência às classes regulares não significa inclusão.
Paradigma especial:
*Foco nos defícits do aluno
*Ênfase no treinamento da criança visando a que ela se ajuste ao meio escolar
*O objetivo do diagnóstico é identificar o quociente intelectual (QI) e as limitações para que se possa estabelecer o tipo de escola especializada.
*Atendimento em classe ou escola especializada:separado das demais crianças
*Escolas preparadas para receber alunos com uma especificidade de problema
*Prefessores especialistas em determinada deficiência
*Objetivo educacional centrado no treinamento,com o intuito de favorecer a adaptação social da pessoa.
Paradigma Inclusivo:
*Foco nas ilhas de inteligência que estão preservadas
*Ênfase na mudança do ambiente para proporcionar melhores condições de aprendizagem e desenvolvimento
*Diagnóstico multidisciplinar,realizado por médico,psicólogo,assistente social,fonoaudiólogo,terapeuta educacional,pedagogo,professores e outros
*O objetivo do diagnóstico é identificar habilidades prévias e necessidades de apoio com a finalidade de elaborar um programa educacional individualizado
*Atendimento em classe regular junto a seus pares de idade;apoio especializado com suporte ao professor
*Escolas preparadas para educar na diversidade
*Educadores preparados para oferecer ensino de qualidade a qualquer criança
*Objetivo educacional centrado na aprendizagem significativa,favorecendo a aquisição de habilidades pessoais,sociais e profissionais que contribuam para a inclusão social da pessoa com deficiência.



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GAROTA CEGA


Havia Uma garota cega que se odiava pelo fato de ser cega!!!
Ela também odiava a todos exceto seu namorado!!!
Um dia ela disse que se pudesse ver o mundo, ela se casaria com seu namorado.
Em um dia de sorte, alguém doou um par de olhos a ela!!!
Então o seu namorado perguntou a ela:
- Agora que você pode ver, você se casa comigo?
A garota estava chocada quando ela viu que seu namorado era cego!!!
Ela disse:
- Eu sinto muito, mas não posso me casar com você porque você é cego!!!
O namorado afastando-se dela em lágrimas disse:
- Por favor, apenas cuide bem dos meus olhos, eles eram muito importantes pra mim...

domingo, 7 de agosto de 2011

Amor e loucura!Sempre juntos.


AMOR E LOUCURA
"Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, lhes propôs: - Vamos brincar de esconde-esconde? A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou: - Esconde-esconde? Como é isso? - É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou pôr convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessavam pôr nada. Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não esconder-se. "Para que, se no final todos me encontram? A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela). A COVARDIA preferiu não arriscar-se. - Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA. A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos. Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ. Se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se em um raio de sol. O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris). E a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não recordo-me onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores. A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus, no céu, sobre zoologia. Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Em um descuido, a LOUCURA encontrou a INVEJA e claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo: ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando a todos. O TALENTO entre a erva fresca, a ANGÚSTIA em uma cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que já havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se pôr vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."